Termas de Portugal: as 6 melhores termas de Norte a Sul

Estás cansado, estressado ou a sentir-te um pouco frenético? A tua cabeça já está a engendrar as mudanças que terás que fazer para isso melhorar? Se sim, então foi por isso mesmo que preparámos uma lista com as melhores termas de Portugal, ideias para recuperares toda a energia e recomeçares com corpo e mentes sãs. Aproveita para relaxar agora enquanto lês isto e imagina-te lá… isso mesmo. Marca a escapela certeira nos próximos meses. Confia em nós: começamos a Norte, passamos pelas Beiras e vamos descendo até chegar ao Algarve.

Termas de São Vicente, Penafiel

As ruínas do Balineum luso-romano são a prova de que os antigos povos aproveitaram os benefícios das águas alcalinas deste lugar. Agora cobertas por mantos verdes, servem apenas para apreciarmos a história que aqui se viveu, mas as Termas de São Vicente vieram perpetuar a pureza que o H2O imprime na tua pele. Aqui, a 25 quilómetros do Porto, podes despertar os teus sentidos, renovar o teu bem-estar ou vir mesmo percorrer a lista de tratamentos das Termas de São Vicente. Em redor, aconselhamos que vás até ao rio Tâmega e fotografes a sua plenitude ladeado pelas eternas gravuras rupestres, a Anta de Santa Marta ou o Menir de Luzim. Se gostas de História, vais apreciar também conhecer os monumentos com apenas 300 anos depois de Cristo nesta zona do Douro. Para continuar a aquecer o coração, não deixes de provar o vinho especial que sai destas encostas cheias de videiras.

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Termas de São Pedro do Sul, Viseu

Termas de São Pedro do Sul. A tranquilidade reina aqui.

As termas de São Pedro do Sul vão deixar-te impressionado. São uma das maiores do país e têm o rio Vouga como margem. Toda a pequena cidade respira a beleza da água termal, tendo ao longo das suas ruas estruturas de pedra maciça onde podes vislumbrar a água efervescente a sair do chão, assim como o vapor que se perde por entre as casas e os telhados que as adornam. Tudo isto acontece a 68.7º C e com um caudal de 10 litros por segundo. O cheiro a enxofre é intenso, convém sublinhar, mas isso é também aquilo que lhe confere unicidade.

Nestas mesmas ruas, há lojinhas a vender xailes minhotos, de franjas com cores que ferem o olhar no bom sentido; a alma lusa é notória também nas travessas de barro que empilham no chão onde se cozinha o famoso cabrito assado da região. Viaja pelos arredores e perde-te pelas Serras de S. Macário, da Arada ou da Freitas e vais perceber, mais uma vez, porque Portugal é um dos países mais impressionantes do mundo e as termas de Portugal, não ficam muito atrás. Lá dentro, nas Termas de São Pedro do Sul, a sofisticação alia-se à tradição de um lugar que vive isto intensamente há muitos, muitos anos.

Orgulhosamente monárquicos, os balneários D. Amélia e D. Afonso são visitados, todos os anos, por cerca de 20 mil pessoas oriundas das mais distintas latitudes. A água é doce, alcalina, carbonatada, bicarbonatada, sódica, sulfidratada e outras coisas acabadas em “tada”. Os ‘palavrões’ são o contrário do que indicam: são bastante generosos para a saúde e capazes de curar diversas patologias respiratórias, reumáticas, metabólicas ou de origem muscular. É como se saísses de lá com uma vida nova, ou quase.

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Termas de Luso, Serra do Buçaco

Termas do Luso em Coimbra. Perfeitas para relaxar e repor energias.

Já todos nós tivemos em cima da mesa uma garrafa de água com este nome. Bebemo-la quase todos os dias e seria impossível viver sem ela. Aqui, no Buçaco, até o Rei D. Manuel II a poucos dias antes de terminar a monarquia, nos inícios do século XX, resolveu passar por aqui, passear na mata e fazer alguns tratamentos termais na vila. Mas a riqueza terapêutica deste líquido foi reconhecida cerca de 200 anos antes, apoiadas posteriormente por diferentes testes químicos às suas propriedades.

Quando em 1854, foram iniciadas as primeiras obras de instalação das termas, a preocupação com a imagem e requinte foram desde logo notórias, com as torneiras de assinatura Vista Alegre, e com as banheiras forradas a azulejo. O estado quase imperial dura até hoje, até porque em 1893 um novo edifício foi projetado pelo arquiteto francês Gustavo Eiffel (esse mesmo, o da Torre com o mesmo nome em Paris). Na altura, dizia-se que estavam aqui (nas termas de Luso) uma das mais belas piscinas da Europa. Não duvidamos… O tempo trouxe-lhe sabedoria e novas técnicas, como o uso de especiarias ou de uva com efeitos revigorantes e hidratantes, ou a projeção de jatos de água termal para descontrair os músculos.

Em redor das termas de Luso, está a imponente floresta do Buçaco, isolada do mundo e sempre muito protegida por aqueles reis de então. Está pintada de ermidas, capelas e de trilhos misteriosos, perfeitamente desenhados para uma descoberta interior. Anda mais um pouco e vais encontrar árvores com centenas de anos, lagos e outros lugares como Vale dos Fetos ou a Fonte Fria. O Palace Hotel completa a trilogia de chaves-mestras deste sítio próximo de Coimbra, repleto de vegetação, romance e ar puro.

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Termas de Monfortinho, Castelo Branco

Quando em 1870 a Nossa Senhora da Consolação afastou a praga dos gafanhotos dos campos passou a ser adorada. Hoje, há uma festa em honra desse feito com o nome Bodo, e consiste em fornecer comida em abundância a toda a população como jeito de reconhecimento. Esta grandeza é também partilhada com as Termas de Monfortinho, um dos pontos mais atrativos desta região. As fontes de água nascem na Serra da Penha Garcia e ao lado do rio Erges ergue-se o edifício que confere personalidade termal ao espaço. São uma das mais antigas fontes do país, atingindo 36 mil litros por hora, ajudando a manter a originalidade de um cenário bucólico que o envolve.

Todos os tratamentos nas termas de Monfortinho são terapêuticos, incluindo os passeios a pé lá fora, longe do calor intenso de água quente quase milagrosa. Se parares por aqui, prepara uma lista de pontos históricos a visitar: os museus de Arte Sacra e de Cultura Contemporânea são imperdíveis, e o Núcleo do Azeite e Paleozóico idem; o Museu Judaico em Belmonte fecha o lote. Mas há mais para ver: aprecia também os Pelourinhos de Monfortinho e da Torre, e repara bem na arquitetura da Igreja da Nossa Senhora da Consolação. Por fim, aventura-te por baixo de terra e vai até às minas de Monfortinho.

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Termas de Monte Real, Leiria

No litoral, existe o Monte Real. Singelo, simples, é uma vila pequena. O sossego é imperador e, por isso, estamos num lugar cósmico para uns dias de descanso de cidades cosmopolitas, mesmo aqui ao lado, a poucos quilómetros. Estas termas de Monte Real, no estado atual, são as filhas mais novas deste diamante líquido. Foram reconstruídas em 2009, tornando-se numa das mais modernas termas de Portugal, apesar de manter a sua fachada histórica. Os remédios santos estão quase todos lá e até mesmo tratamentos para o melhoramento do aparelho digestivo e prevenção no aparecimento de patologias. Conta a história que a Rainha Santa Izabel (esposa do Rei D. Diniz) distribuía água termal aos doentes que procuravam as banheiras de outros tempos.

A plenitude do descanso faz-se aqui também pela singularidade do lugar que ganhou destaque em 1916 quando um empresário dinamizou as áreas circundantes e mandou edificar um balneário e um pomposo hotel que hoje é aquilo que conhecemos. As termas de Monte Real, foram uma das mais visitadas da Península Ibérica dos anos 50 aos 80, tendo sido apreciadas por Miguel Torga, Joaquim Veríssimo Serrão e ainda a fadista Maria Teresa de Noronha. Gente ilustre. Agora, é a tua vez! Faz como eles e dá uma caminhada pela vila. Vais encontrar pequenas surpresas como a Fonte da Rainha Santa, o Pelourinho de Monte Real ou a Casa da Câmara de Monte Real ou o Cine-Teatro com o mesmo nome.

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Termas de Monchique, Faro

Termas de Monchique. O vale onde o descanço é imperativo.

Mais a sul, as montanhas são mais tímidas, é certo, mas há uma que se destaca. A Serra de Monchique batiza as Termas de Monchique com o mesmo nome, donas de uma água curativa para quase todos os males respiratórios. A sua riqueza em flúor foi aplicada em piscinas e banheiras de hidromassagem, duches de jato, saunas, banhos turcos… enfim. A pequena longevidade das praias únicas das termas de Monchique, faz deste lugar um achado de tranquilidade.

Nas baixas casas brancas, com estreitas passagens e de colinas íngremes, a tradicionalidade de um sul está intato e preparado para que o visites com a maior da serenidade, com cameleiras, hortênsias ou árvores de fruto a decorar um Portugal mais pequenino. O largo de São Sebastião é um must stop, assim como apreciar os arcos de folhas criados pelos sobreiros. A herança católica não se esconde e, por isso, entra nas igrejas de São Sebastião, Senhor dos Passos ou da Misercórdia de Monchique e termina no Convento de Nossa Senhora do Desterro. Para fechar o leque, dá uma caminhada fresca pela Serra da Picota. Deixa-te ficar assim. Leve. Leve …

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Estas que mostrámos, poderiam ser consideradas as 6 melhores termas de Portugal. No entanto, vamos deixar isso ao teu critério, para que desfrutes de uma paz e tranquilidade impares, quando visitares qualquer uma delas. Acreditamos que não te vais arrepender e sabemos que vais voltar para casa, melhor do que quando foste. Aproveita!

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