Turismo sustentável: as dicas dos nossos embaixadores

“Viajar Verde”, Ecoturismo, Turismo Sustentável ou Responsável. Os termos são vários mas desembocam num único objetivo: tornar a nossa viagem o menos poluente possível. Tema da moda, sim, mas de extrema importância. Nomes relevantes da nossa sociedade — nacional e internacional — têm alertado para a degradação do planeta caso não ocorra, rapidamente, uma alteração de hábitos e mentalidades.

Na momondo, o assunto também nos aflige e, por isso, desafiámos 13 influenciadores, que também são nossos embaixadores no programa de embaixadores Open World Travelers, para nos mostrarem o caminho a percorrer numas férias em qualquer destino. Um caminho verde, portanto. As linhas seguintes mostram o resultado.

Comidas e caminhadas

Excelente exemplo de turismo sustentável. Uma senhora a comprar comida caseira num mercado local.

Excelente exemplo de turismo sustentável. Uma senhora a comprar comida caseira num mercado local.

O avião é, na maior parte das viagens, o meio de transporte usado. É, também, altamente poluente, o que nos leva a um início de processo já em perda. Os 2 Serependiters revelam como equilibrar a balança. “Uma das nossas opções passa por fazer percursos citadinos a pé. Mantemos hábitos saudáveis e evitamos a emissão de poluentes”.

Quando o tema resvala para a alimentação, a ideia passa por evitar snacks e refeições rápidas. “Estas opções estão frequentemente associadas a um grande desperdício de plásticos. Não só fazemos uma escolha ecológica, como apoiamos pequenos negócios locais”, explicam.

João e Ana são da mesma opinião: “Devemos preferir sempre a (comida) local. Um exemplo prático é deixar a comida ocidental quando estamos na Ásia, já que desconhecemos que recursos foram necessários para que aquela iguaria chegasse até nós”.

Por:
2 Serependiters
Blog – 2 Serependiters
@2serependiters
e
João e Ana
Blog – Viagens 100 Nomes
@viagens100nomes

Leva os hábitos verdes contigo

Caminha o máximo e viaja apenas com o essencial.

Caminha o máximo e viaja apenas com o essencial.

Ana Filipa Neto sugere uma outra via para diminuir as emissões de carbono associadas ao transporte aéreo. “Viajar apenas com o essencial ajuda a reduzir o combustível gasto no avião ou carro”, acrescentando a ideia de “usar transportes públicos, bicicletas ou fazer parte do percurso a pé”.

Depois, lembra, levar para as férias os hábitos que já temos em casa. “Separar o lixo, desligar as luzes e o ar-condicionado quando não o estamos a usar e poupar água, fechando as torneiras quando não estão em utilização”.

Por:
Ana Filipa Neto
Blog – Ana Having Fun
@ana.madeira.neto

Plogging e menos papel em mãos

Plogging transpira turismo sustentável

Plogging transpira turismo sustentável

Uns saberão o significado do sub-título, outro não. Comecemos por aí: a palavra é a junção de “jogging” e “plocka up” que, em sueco, quer dizer “apanhar”. Plogging é, portanto, uma nova versão do fitness mas com ecologia metida aí pelo meio.

Ana Luísa Monteiro, sempre que viaja, mesmo não correndo, leva consigo este comportamento. “Quando faço caminhadas e trilhos vou apanhando o lixo de outros e despejando nos locais devidos. Não custa nada e o ambiente agradece”.

Carina Louzeiro recomenda o mesmo mas num enquadramento diferente. “Em cada praia que visites, recolhe pelo menos três unidades de lixo do mar”. Daqui para o papel, as dicas continuam: “usa todas as aplicações disponíveis em vez de imprimires os documentos da viagem”.

Ana Luísa Monteiro volta à carga e não deixa morrer este assunto. “Não devemos ser o tipo de turista que agarra em todos os panfletos. Quanto mais levarmos, mais serão impressos. É um ciclo vicioso e desnecessário”.

Por:
Ana Luísa Monteiro
Blog – Backpacking The World
@lunex.it
e
Carina Louzeiro
Blog – Sobre Viajar

Menos plástico. Ou nenhum!

Vamos tentar manter os oceanos e o planeta o mais livres de plástico possível?

Vamos tentar manter os oceanos e o planeta o mais livres de plástico possível?

O plástico é um dos materiais menos amigos do ambiente. Quem ainda não viu imagens de oceanos poluídos com esta matéria-prima? Pois bem, para Raquel Almeida, viajar verde é deixá-lo de lado. “Evita o plástico. Nas viagens passamos muito tempo fora de casa, pelo que tendemos a comprar uma garrafa de água em quase todas as refeições. Há que evitar esse comportamento. Leva uma garrafa reutilizável e transporta-a durante a viagem”.

Uma ideia, de resto, partilhada por Inês Mota. “Tem sido um dos assuntos mais urgentes e cujo destaque é justificado: optar por levar produtos sólidos, trazer connosco palhinhas sustentáveis para substituir as de plástico ou mesmo rejeitá-las em qualquer pedido. São exercícios simples que fazem a diferença”.

Por:
Raquel Almeida
Blog – Daily Wander
@raquelvsa

Sejamos mais ecológicos, ok?

Alguns dos produtos que podes usar durante o teu turismo sustentável

Alguns dos produtos que podes usar durante o teu turismo sustentável

“Usar champô sólido em vez de líquido e sabão no lugar do gel de banho”. Começa assim a intervenção de Carolina Nelas sobre a utilização de produtos ecológicos, justificando, de seguida, as suas opções. “É mais prático — zero problemas com a bagagem — económico, diminui a nossa pegada ecológica e elimina várias embalagens de plástico”.

Já os conselhos de Sofia Moreira andam de mãos dadas com os de Carolina. “Transporto sempre uma garrafa de plástico para que possa encher, levo muitas vezes champô em barra e tenho um saco de pano, caso precise”.

Ainda sobre o tema, Raquel Almeida lança um desafio. “É muito giro trazer os frasquinhos de gel de banho, não é? Pois, mas todo este material é feito em plástico e, sejamos sinceros, não precisas disso. Se não os fores utilizar, deixa-os para o próximo”.

Daniela Tomás de Castro finca pé na temática. “Compra produtos que não tenham plástico e que consigas levar a todo o lado: escovas de dentes de bambu, pasta dentífrica e produtos de higiene em formato sólido”.

Por:
Carolina Nelas
Blog – Thirteen
@carolinanelas
Sofia Moreira
Blog – Loving World Trips
@sofia.smoreira
e
Daniela Tomás de Castro
Blog – Around The World

Ousadia verde

Backpacking puxa por ti. Já experimentaste?

Backpacking puxa por ti. Já experimentaste?

Luís Barbeiro sugere uma ação mais profunda: viajar para destinos e contextos onde o acesso a recursos que, regra geral, temos em abundância, são escassos. “Em algumas viagens que fiz tive o prazer de ficar alojado com famílias em bairros que a água ou eletricidade são, muitas vezes, uma batalha: os duches eram tomados com uma concha e um balde, sempre com a preocupação de se racionar água para que chegasse para toda a família. Este tipo de experiência é um abre olhos para que se evitem banhos de longa duração. Pequenas coisas que, ao serem alteradas, geram enorme impacto”.

Mas há mais, segundo Luís Barbeiro. “Alguém que pretende fazer um backpacking terá uma viagem mais sustentável já que, em vários momentos, poderá não ter acesso a recursos que teria em abundância se a opção tivesse recaído num Tudo Incluído”, explica. E continua. “Um dos principais fatores que pode e deve começar a ser tido em conta atualmente é o alojamento eco-friendly. Por outro lado, podemos influenciar positivamente o ambiente viajando para casa de famílias, incentivando-as a fazerem reciclagem”.

Por:
Luís Barbeiro
@luis.barbeiro

Dar corda aos sapatos

Anda, anda e anda

Anda, anda e anda

Já tocámos no assunto, é um facto, mas a Inês Mota fá-lo de uma forma que merece um parágrafo inteiro. “Andar — sempre que possível — a pé é uma sugestão tão simples que, por vezes, nos esquecemos do quanto faz a diferença no momento de ser mais ecológico — e saudável!”.

A este argumento, a blogger junta outro: a experiência de viagem melhora substancialmente. “Conhecermos o nosso destino a pé não só evita escolhas agressivas ao ambiente, como permite observar o lugar de forma autêntica, próxima dos habitantes locais e cadenciada. É assim que nos deparamos com sítios inesperados e incríveis que jamais sonharíamos encontrar se não estivéssemos a pé”.

Apesar da preferência pela caminhada, Inês Mota não deixa outras soluções de lado. “Optar pela bicicleta em destinos planos também deve ser uma opção”.

Por:
Inês Mota
Blog – Bobby Pins
@innmartinsm

Ah Sr. Avião

Vais sentir a diferença quando acampares

Vais sentir a diferença quando acampares

“Alguns percursos podem ser realizados de barco ou comboio, mas o avião é mais rápido pelo que a solução é pagar um imposto voluntário sobre o carbono sempre que nele viajarmos, tentando, ao mesmo tempo, reduzir a bagagem ao máximo”.

O autor desta longa afirmação é Manuel João Lago que, lembrando o inevitável na maior parte das ocasiões — viajar de avião — propõe uma lista para compensar. “Uma solução amiga do ambiente é andar a pé; optar pelo campismo e ficar em contacto direto com a natureza; trocar sacos de plástico por um de pano que é, também, uma recordação bonita para trazer; tentar reutilizar as garrafas de plástico; e, acima de tudo, valorizar a cultura local e não interferir com ela”.

Por:
Manuel João Lago
Blog – Lago Was There
@manueljoaolago

O que podemos deixar na viagem

A Sagrada Floresta dos Macacos na Indonésia é um bom exemplo disso.

A Sagrada Floresta dos Macacos na Indonésia é um bom exemplo disso

O blogue Um Dia Vamos lembra que um dos princípios básicos de uma viagem passa por deixar apenas os aspetos positivos da nossa presença, nunca um mau comportamento ambiental. E explica como: “Não deixes nada, só as tuas pegadas, não tires nada, apenas fotografias, não mates nada, só tempo, não leves nada, apenas saudade”.

Juntam-se a este lema, as dicas habitais: “andar o máximo possível a pé e, quando não for possível, de transportes públicos; separar o lixo e colocá-lo nos locais certos; levar a alimentação em sacos de pano; usar apenas um recipiente para a água, evitando, assim, o uso de diversas garrafas de plástico”.

Ainda nas sugestões, o mesmo blogue levanta um problema poucas vezes debatido: o respeito pela natureza. “Evito fotografias com animais que estão em cativeiro — não estimulo essa prática. Procuro não perturbar a vida selvagem e não alimentar animais igualmente selvagens”, alerta, finalizando com a importância de “não entrar em áreas protegidas”.

Uma preocupação, de resto, partilhada com João e Ana. “Não tirar fotografias ou fazer atividades com animais selvagens em cativeiro. A máxima do turismo sustentável também se aplica a estes e à natureza”.

Por:
Um Dia Vamos
Blog – Um Dia Vamos
@umdiavamosblog

Marca os teus voos baratos Reserva hotéis sustentáveis

Já que estamos na onda de turismo sustentável, vê o nosso guia do campista e aprende a viver como um nómada digital. Há dicas que te podem ser bastante úteis.